quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Transmissão do Mantra de Kali





Transmissão do Mantra de Kali

Kali é aquela que afasta a escuridão. Ela remove os obstáculos de nossa mente e de nossas vidas para que tenhamos mais clareza espiritual em nossa busca pela auto-realização. A prática constante de seu Mantra nos prepara para vencer nossos adversários internos e externos e para que possamos manifestar com plenitude nossas qualidades e vocações.

Na transmissão deste Mantra os interessados receberão as bênçãos da própria Divindade e dos mestres realizados que acumularam méritos através destas práticas durante os séculos em que ela tem sido praticada. Todos participarão, unidos, das disciplinas espirituais associadas à Mãe Divina: sua meditação, seus ritos de purificação e sua cerimonia do Fogo Divino.

A transmissão é uma excelente oportunidade para aprender detalhes da devoção à Kali  e para começar no caminho do Tantra de forma equilibrada e benéfica, associado á uma família espiritual bem estabelecida e estável. Durante o evento os participantes receberão orientações sobre as disciplinas espirituais e esclarecimentos sobre o Kaula Dharma de forma que possam cultivar as aptidões necessárias para se aprofundar nesta tradição.

A Sadhana, ou seja, as disciplinas espirituais de Kali são recomendadas para aqueles que buscam aprofundar o conhecimento sobre si-mesmos e mergulhar numa dimensão pouco conhecida de força espiritual e contemplação mística. É importante que haja um sincero interesse em se dedicar à estas disciplinas para que sejam obtidos os seus frutos. Assumir um compromisso com o Mantra é o primeiro passo para buscar a iniciação no Kaula Dharma e embarcar numa jornada espiritual muito intensa e bela.

Seguem abaixo algumas perguntas e respostas sobre esta transmissão de Mantra:
  1. Tem que ter um altar para praticar em casa ?
Rudrananda: Não é obrigatório. Basta ter um espaço limpo e tranquilo onde possa sentar-se e realizar as práticas sem ser interrompida. Reservar um canto do quarto ou de outro cômodo é um grande privilégio, se possível.

  1. Ao receber o Mantra de Kali eu me torno automaticamente uma devota de Kali ?
Rudrananda: Não necessariamente. O Mantra atuará de forma muito sutil em sua mente e trará condições para que você identifique, com clareza, o seu Ideal de Perfeição – o seu “Ishta Devata”. Esta é a forma da Divindade com a qual você possui maiores afinidades e com a qual sua relação será mais próxima e pessoal. Esta forma pode ser Kali Devi ou qualquer outra forma que habite seu coração. O Kaula Dharma não é sectário, há devotos de Shiva, de Krishna, de Buddha e .... até de Kali. Rs rs rs.

  1. Quanto tempo é necessário para recitar o Mantra ?
Rudrananda: Há uma quantidade mínima de recitações que devem ser diárias – 108 vezes, ou seja, uma volta no rosário Indiano (JapaMala). Mas não há um máximo. Você decide o quanto quer/pode se dedicar. Para uma volta leva-se mais ou menos uns 10 ou 15 minutos incluindo todas as disciplinas auxiliares.

  1. Eu trabalho e estudo. Tenho que frequentar as reuniões toda semana ?
Rudrananda: A Satsanga, a reunião é um momento privilegiado para nos fortalecer espiritualmente  e confraternizar. Entretanto a maior parte das Sadhanas, das disciplinas espirituais, pode ser feita individualmente. A recitação do Mantra é uma destas. Nosso lema é: "Cada casa é um Templo e seus ocupantes são os sacerdotes".

  1. Como o Mantra de Kali me ajuda no auto-conhecimento ?
Rudrananda:  Kali é aquela que remove a escuridão. O seu Mantra revelará o Ishta Devata, a forma da Divindade que reside em seu coração e que representa o seu Ideal de Perfeição. Então se inicia mais uma pequena jornada de aprofundamento. Várias outras disciplinas podem ser acrescentadas se forem oportunas.

  1. Devo abandonar as diversões, o futebol, a namorada etc .. para me dedicar ao Dharma ?
Rudrananda: O Mantra de Kali foi revelado para o obtenção de Dharma – vida em equilíbrio, Artha – sustento material, Kama – satisfação dos anseios, e Moksha – Libertação Final. Haverá um compromisso para com as disciplinas espirituais mas as atividades do mundo não precisam ser absolutamente abandonadas. Você perceberá com mais clareza qual é o seu Dharma (SvaDharma) e o seu papel no mundo, à partir daí toda escolha passa á ter uma perspectiva de maior felicidade.

  1. Moro com minha mãe que é evangélica. Como posso cantar o Mantra sem que ela perceba ?
Rudrananda: Não é necessário, nem adequado, esconder-se. Converse com ela sobre os motivos pelos quais você decidiu recitar o Mantra, permita que ela tenha tempo para observar os benefícios que você obteve e, então, converse um pouco mais. A harmonia familiar deve ser preservada e só o amor e compreensão mutua podem fazê-lo. Persevere pois muitas mudanças surpreendentes podem surgir espontaneamente.

As transmissões do Mantra de Kali previstas para o segundo semestre de 2017 estão programadas para o dia 23 de Setembro no Rio de Janeiro - RJ e 18 de Novembro para Porto Alegre - RS.

Para maiores detalhes ou para oferecer esta oportunidade em sua região entre em contato conosco.
Rudrananda, responsável pelo site e organizador das atividades do Templo. rudrananda@kaulatantra.org

Adinatha Sadhaka e Chandra Devi Sadhika, responsáveis pelo Studio MahaShanti Yoga (Rio de Janeiro e Friburgo.
chandra@kaulatantra.org

Mauneshwara Sadhaka, Tesouraria.  
mauneshvara@kaulatantra.org

Rahaspati Sadhaka, contato da região Nordeste.
rahaspati@kaulatantra.org

Digambara Sadhaka, contato de São Paulo capital.
digambara@kaulatantra.org

João Pedro, contato da região Sul
Jaya Maa.

sábado, 7 de novembro de 2015

Mantras para o Guru





Um professor  espiritual, um Guru, é essencial para alcançar o sucesso, o Siddhi, nas disciplinas espirituais. Ele é aquele que realizou aquelas disciplinas e conhece o caminho, portanto, pode ajudar com suas orientações e dicas. Da mesma forma que um carinhoso pai ou um irmão mais velho orienta os mais novos. Por isso escolhe-se um adepto encarnado e accessível para Guru pois, por mais brilhante que tenha sido uma alma, uma interação direta já não é mais possível após a morte.

Vejamos um procedimento simples, com apenas três versos, para prestar reverencias ao nosso Guru no altar pessoal. Estes versos podem ser cantados por todos. Jaya Maa !

अखण्डमण्डलाकारं व्याप्तं येन चराचरम् 
तत्पदं दर्शितं येन तस्मै श्रीगुरवे नमः 
akhaṇḍamaṇḍalākāraṁ vyāptaṁ yena carācaram   |
tatpadaṁ darśitaṁ yena tasmai śrīgurave namaḥ   ||

“ O Guru revela o carater Universal de toda a criação, tanto das coisas transitórias como das coisas permanentes. Portanto prestamos reverencias ao respeitado Guru. “


ध्यानमूलं गुरोर्मूर्तिः पूजामूलं गुरोह् पदम् 
मन्त्रमूलं गुरोर्वाक्यं मोक्शमूलं गुरोः कृपा 
dhyānamūlaṁ gurormūrtiḥ pūjāmūlaṁ guroh padam   |
mantramūlaṁ gurorvākyaṁ mokśamūlaṁ guroḥ kṛpā   ||

“ A raiz da meditação é a forma do Guru. A raiz da adoração são os pés do Guru. A raiz do Mantra recebido é a palavra do Guru. A raiz da auto-realização é a compaixão do Guru. “


गुरुर् ब्रह्मा गुरुर्विष्णुः गुरुर्देवो महेश्वरः 
गुरुसाक्षत् परं ब्रह्मा तस्मै स्र्हीगुरवे नमः 
gurur brahmā gururviṣṇuḥ gururdevo maheśvaraḥ   |
gurusākṣat paraṁ brahmā tasmai srhīgurave namaḥ   ||

“ O Guru é Brahma. O Guru é Vishnu. O Guru é Maheshvara (Shiva). O Guru é, portanto, ParamBrahma. Prestamos reverencias ao respeitado Guru. “

एते गन्धपुष्पे श्रीगुरवे नमः
ete gandhapuṣpe om śrīgurave namaḥ

(oferencendo uma flor no altar) “ Com esta flor perfumada presto reverencias ao respeitado Guru”. 




terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sobre Eclipses



Neste dia 27 de Setembro teremos um eclipse lunar total visivel no Brasil, ou seja, um periodo ideal para as disciplinas espirituais prescritas pelo Tantra. O evento acontecerá das 21:12hs do Domingo, dia 27, até as 02:21hs do dia 28.

Na escritura MatrkaBheda Tantra temos algumas passagens
interessantes: 


" A Deusa Chandika perguntou: " Ó Supremo Senhor .... Eu tenho uma duvida em meu coração - por que o momento no qual o Sol toca a Lua é considerado auspicioso ? "
MatrkaBheda Tantra, Capitulo VI, versos 6 e 7

" Shankara respondeu: " Ouça-me, O eclipse é uma ocasião muito boa. ... Quando o olho esquerdo de Parvati é beijado por Shiva temos um eclipse lunar. Quando o olho direito é beijado temos um eclipse solar. ... A união de Shiva e Shakti causa o eclipse. O momento no qual Shiva e Shakti se unem é tido como um momento auspicioso cheio de Divindade e Bem-aventurança. .... Tão logo um eclipse seja observado deve-se começar á recitar Mantras e fazer adorações que durarão por todo o periodo. Este é o melhor método para atingir o sucessso (obter Siddhis) e alcançar a Liberação Final (Moksha). "
MatrkaBheda Tantra VI, compilado dos versos 8 á 17

Jaya Maa !

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PanchaMakara - Oferendas Tantricas



“ Beber vinho, comer carne, estar junto à pessoa amada”. Nenhum destes atos conduz à realização do Estado Supremo.”
Kularnava Tantra capitulo II, verso 112.


O verso do Kularnava Tantra adverte sobre o indevido fascínio que as oferendas Tantrikas podem exercer sobre os leigos. O uso ritual destas oferendas, chamadas de PanchaMakara, tornaram o Tantra famoso e infame entre os Ocidentais que não tiveram contato com a tradição milenar praticada entre Hindus, Budistas e Jainistas tanto na Índia, Nepal, Tibet ou outras partes do sudeste Asiático.

Estas oferendas Tantrikas são cinco em ordem de importância e prioridade: 1. o “vinho” cujo nome usado pelos iniciados indica que está acima de todos os demais elementos rituais. Tamanha é a sua importância que ele é identificado com a própria Shakti – o Poder Espiritual que tudo mantém. 2. A carne, identificada com o Senhor Shiva. Indispensável para a prática do Tantra. Nenhum destes dois elementos pode ser usado sem seu par, da mesma forma não há ritual Tantriko na ausência destes. (Kularnava Tantra cap. VI, verso 64).

“O vinho é Shakti, a carne é Shiva. Aquele (adepto) que desfruta de ambos é o próprio Bhairava.“ Kularnava Tantra cap. V, verso 79

3. O terceiro elemento é o peixe e representa a linha de sucessão discipular. Não há Tantra sem Guru, sem a transmissão de Shaktipat que é a energia espiritual para o recebimento das bênçãos associadas à este caminho. Esta oferenda é identificada com o revelador dos Tantras no Kali Yuga, o Guru Primordial.

“ Iludidos pelo falso conhecimento propagado por aqueles distantes da tradição Guru-Discípulo, muitas pessoas especulam em suas próprias fantasias qual seria a natureza do KulaDharma. “ Kularnava Tantra cap II, verso 116

4. O quarto item são os grãos, identificados com o “selo”, a “autenticação” da tradição recebida. Eles celebram a sacralidade dos cinco elementos e do uso ritual que é feito com os itens anteriores. Sob este aspecto representam o fruto puro (KarmaPhala) obtido pela realização da ação correta (Dharma).

5. O ultimo dos elementos é o Maithuna e representa uma realização, um “estado”, que é obtido pelo oferecimento dos quatro itens que lhe são anteriores e prioritários. Ele representa a identidade, ou seja, o Samadhi alcançado pela identificação da Shakti Universal com o Atma, a alma individual, vivenciada no momento ritual. Esta suprema identificação é possível após a ascensão de Kundalini obtida no oferecimento do primeiro e mais importante elemento – o vinho. (Kularnava Tantra cap. V, verso 107). Na prática dos grupos Tantrikos esta realização é frequentemente representada pelo oferecimento de um flor aos pés da Murti de Kali.

Uma interessante curiosidade sobre as oferendas Tantrikas é que, em geral, o não-iniciado vê com maior relevância o símbolo do rito bem-sucedido do que a própria prática que leva ao sucesso (Siddhi). Desta forma o ultimo elemento se torna, indevidamente, o primeiro e mais importante ! Muito se especula sobre o quinto “M”, o Maithuna, como se este tivesse algum segredo acima de todas as outras disciplinas espirituais. Talvez ele tenha, o segredo de satisfazer as carências físico/emocionais com algum glamour e aroma de incenso. Como se fosse um atalho mágico que livraria o detentor deste “segredo” da necessidade de amadurecer como pessoa e buscar uma relação equilibrada, sem jogos de poder. Se apresentar como praticante de “sexo Tantriko” (sic.) é uma bela máscara, uma teatro, uma “identidade” socialmente aceita em alguns círculos para se apresentar como alguém com algum tipo de “poder oculto” e assim esconder suas próprias carências, fragilidades e dificuldades de amadurecimento.

Interessante observar que muitos dos grandes mestres Tantrikos da história recente sejam, ou tenham sido celibatários. Fato este que desmorona com a teoria, muitas vezes aceita no Ocidente, de que o Tantra seria alguma solução miraculosa para a satisfação de uma sexualidade frustrada. Vama Kshepa (Bam Dev) do campo crematório de Tara Pitha foi celibatário por toda sua vida, o mesmo acontece com Vamacharya Sanjay Natha de Bihar. Um outro exemplo, Kapalika Mahakala Bhairavananda, assumiu os votos de celibato após o falecimento de sua esposa. E, se levarmos em consideração as iniciações Tantrikas recebidas por Shri RamaKrishna e reconhecermos nele um adepto, veremos que ele também se manteve celibatário por toda a vida.

Enfim, este caminho de realização espiritual tem suas próprias peculiaridades. Assim como todos os demais. E, ao buscar um Guru que o auxilie nesta jornada, o(a) interessado(a) deve avaliar criteriosamente se seus anseios e expectativas serão lá satisfeitos.

Todos nós temos a centelha Divina em nossos corações, temos, à priori, a capacidade de nos realizar em cada anseio de nossas vidas. Temos em nossas mentes a aptidão para viver em equilíbrio com o mundo á nossa volta, em nossos braços a força de realização e conquista para obter o necessário à uma vida digna e em nossas almas a sede serena que busca pela fonte do que é belo e sublime. Viver a magia de um relacionamento gratificante e desfrutar de uma vida sexual saudável são certamente experiências muitos valiosas. E estas podem ser alcançadas mesmo antes do chamado interno da alma pela Libertação Final, Moksha. Não é necessário um álibi para a desfrutar destes momentos e o Tantra não foi revelado com este objetivo.

O Tantra se apresenta em suas próprias escrituras e em seus próprios textos milenares como um caminho para a comunhão com a Divindade, sem mascaras, sem massagens milagrosas e sem aquela velha brincadeira infantil de querer parecer mais importante do que se é.  

Vama Kshepa (Bam Dev) e sua Loucura Divina


Vama Kshepa, também conhecido como Bam Dev.

O verdadeiro nome de Vama Kshepa era Vamacharana Chattopadhyaya, “Bam Dev” como era conhecido na área do estado da Bengala onde ele residia. Ele era filho de Sarvananda Chattopadhyaya, neto de Ramananda Chattopadhyaya, nascido numa família Brahmane da aldeia de Atla próxima à TaraPitha no distrito de Birbhum no estado da Bengala Ocidental. Desde seus tempos de menino ele apresentava um comportamento diferente dos meninos de sua idade, uma espécie de “loucura Divina”.

Quando seu pai morreu a família passou à enfrentar uma extrema penúria e motivado pelas condições miseráveis ele buscou um emprego no Templo de Kali da aldeia Muluti. Lá ele trabalharia como auxiliar do Pujari principal. Entretanto ele ficava tão absorvido em seus pensamentos à Mãe Divina que ele não conseguia cumprir suas obrigações. 

Na seqüência ele foi mandado à casa de seu tio materno onde sua tarefa seria cuidar do gado. Entretanto, nos momentos em que ele estava no trabalho ele costumava mergulhar em pensamentos à Krishna cuidando das vacas em Vrindavana. Sua indiferença permitia que as vacas escapassem e causassem danos às plantação vizinhas então seu tio maternal o enviou de volta a sua mãe.

Numa ocasião ele aceitou o emprego de colher flores para a adoração da Deusa Tara de forma que ele pudesse custear sua comida. Porém ele estava em permanente estado de adoração e comtemplação e não conseguia manter sua concentração nas atividades mundanas e teve de deixar o emprego. Foi então chamado para ser cozinheiro no Kachari em Musirdabad. Porém, apesar de estar fisicamente trabalhando lá, sua mente estava sempre junto à Mãe Tara e ele não conseguia realizar suas tarefas. Diante desta situação ele foi orientado a se dirigir ao referido Templo da Deusa Tara em Tara Pitha.
Lá, ele recebeu iniciação Tantrika de um adepto chamado Vajravasi Kailasapati que havia peregrinado à Tara Pitha para realizar suas disciplinas espirituais, suas Sadhanas. Desde então ele se dedicou às disciplinas espirituais do Tantra neste campo crematório. Logo ele formalmente renunciou ao mundo e se tornou um Sannyasin completo.

Shri RamaKrishna foi contemporâneo de Vama Kshepa e numa ocasião quando foi visitá-lo no campo crematório de Tara Pitha mencionou que considerava-o a própria encarnação do Senhor Shiva.

Vama Kshepa deixou alguns discipulos e entre eles estava Yogananda Sarasvati que iniciou Kapalika MahaKala Bhairavananda Sarasvati. Em 2009 comentei com meu Mula Guru Swami Satyananda Sarasvati que a iniciação Tantrica formal era desejada pelo grupo no Brasil e pedi autorização para entrar em contato com os representantes de Kapalika Bhairavananda e traze-los ao Rio de Janeiro para que os ritos necessários fossem realizados. Desta forma entrei formalmente no Kaula Dharma em Setembro de 2010 e é esta a linhagem espiritual que é transmitida no Templo de Kali.

Em Janeiro de 2015 fui em peregrinação à Índia e realizei disiciplinas espirituais no campo crematório de Tara Pitha antes de ir ao Templo de Kamakhya no estado do Assam. Pude  observar o imenso carinho e respeito que Tantrikos de diversas linhagens dedicam á pessoa de Vama Kshepa e a intensa determinação com que os ritos são praticados.

Jaya Vama Kshepa ! Jaya Maa Tara !