domingo, 12 de agosto de 2012

Sir John Woodroffe ("Arthur Avalon")



          Sir John Woodroffe foi o filho mais velho de James Tisdall Woodroffe, advogado geral do estado de Bengala - Índia , e , em alguns momentos, membro legal do governo da Índia, magistrado e cavaleiro de São Gregório ; e de sua esposa Florence , filha de James Hume. Ele nasceu em 15 de Dezembro de 1865e.v. e foi educado na escola Woburn Park e na Universidade College em Oxford , aonde ele recebeu aulas de jurisprudência e prestou os exames de Bacharel em lei cível. Foi convocado à advogar em 1889 pela corte do Inner Temple de Londres e no ano seguinte ele assumiu o cargo de advogado da Suprema Corte de Calcutá - Índia. Em pouco tempo ele tornou-se membro da Universidade de Calcutá e foi indicado como Professor de direito Tagore. Ele colaborou com o falecido senhor Ameer Ali no livro amplamente usado “ Procedimento Cível na Índia Britânica “. Ele foi indicado ao Conselho permanente do governo da Índia em 1902 e dois anos mais tarde foi promovido ào Banco da Suprema Corte. Lá ele serviu com competência por 18 anos e em 1915 oficiava como Juiz Supremo. Após aposentar-se e retornar ao seu país, ele foi palestrante de “Legislação Indiana” na Universidade de Oxford por sete anos desde 1923. Ele morreu em 18 de Janeiro de 1936e.v.

          Um homem de hábitos estudiosos e reservados, ele dedicou suas horas de folga dos deveres judiciários ao estudo do Sânscrito de da filosofia Hindu e especializou-se no sistema Shakta de uma forma provavelmente não equiparada por nenhum outro orientalista britânico. Tanto na Índia quanto na Inglaterra, ele foi convidado à palestrar sobre os diferentes aspectos da filosofia Hindu, porém a maioria de seus ouvintes e até outros palestrantes consideravam difícil acompanhá-lo em suas profundas análises do assunto. Enquanto sua timidez de estudante atencioso tornassem-no cauteloso em revelar sua mente à um contato casual ou fizessem com que ele preocupasse-se com a sociedade , ele podia conversar muito e bem  junto á seus congêneres. Seus livros são uma fonte inesgotável de informação para o básico e o mais profundo da filosofia Hindu.

          Sua maior contribuição , inigualável até hoje por nenhum estudioso , oriental ou ocidental , está na árdua e completa exploração da literatura Tântrica e na subseqüente publicação de aproximadamente 20 textos Tântricos após edição criteriosa e cuidadosa. Além disto, ele traduziu  alguns importantes textos Tântricos acrescentando seus próprios e valiosos comentários assim como prefácios esclarecedores. Nesta categoria estão :

  • The Serpent Power
  • MahaNirvanaTantra – The Great Liberation
  • Principles of Tantra
  • KamaKalaVilasa

          Como resultado de seu estudo íntimo e prolongado das escrituras  e seus contatos com grandes Pandits Tântricos da Bengala, ele escreveu livros explicando a filosofia subjacente aos textos Tântricos. Seus monumentais trabalhos desta classe são :

  • Garland of Letters ( Varnamala )
  • The world as Power
  • MahaMaya ( Cit-Shakti ou Poder como consciência )

          Garland of Letters é a mais clara e ao mesmo tempo a mais confiável exposição do Mantra Shastra.
          The World as Power possui cinco sessões : “Realidade”, “Vida”, “Mente”, “Matéria”, “Causalidade e Continuidade”.
          MahaMaya demonstra que o universo é uma manifestação da Suprema Shakti – A Mãe do Mundo – em Seus vários aspectos.

          Ele escreveu vários artigos e jornais filosóficos e ministrou palestras sobre vários aspectos do Tantra Shastra perante sociedades esclarecidas como a Royal Asiatic Society, Vivekananda Society etc... Estes artigos e ensaios foram classificados e publicados sob o título :

  • Shakti and Shakta

          Sir John Woodroffe publicou a maioria destes livros sob o pseudônimo de Arthur Avalon. Foi sob seu próprio nome que ele publicou “Shakti and Shakta” sendo artigos e ensaios sobre o Shakta Tantra Shastra e “Garland of Letters’ sendo estudos sobre o Mantra Shastra.
         

3 comentários:

Ricardo Contieri disse...

Prezados, gostaria de saber se há algum templo hindu em São Paulo que possa ser visitado, e se sim, qual o endereço. Obrigado, Ricardo ricardo.contieri@gmail.com

Rudra Natha disse...

Namaste Ricardo, O “Hinduismo” (Sanatana Dharma) abriga muitas denominações diferentes. Entre os Kaulikas, os adeptos que praticam as disciplinas espirituais do Kaula Tantra, não há obrigatoriedade de frequentar um Templo pois as Sadhanas podem ser realizadas diariamente em seu próprio Lar. Nossas cerimonias abertas ao publico são realizadas no Rio de Janeiro. Jaya Ma !

Ricardo Contieri disse...

Olá Rudra, muito obrigado pela resposta! Realmente conheço pouco sobre o assunto, rs! Fiz uma viagem para a India e para Cingapura onde vi diversos templos, que entendi serem Hinduístas, e estava buscando por algo similar por aqui. Tem alguma outra dica para São Paulo?